Perto do Coração Selvagem

"Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a incompreensão de Mim mesma em certos momentos brancos, porque basta-me cumprir e então nada impedirá meu caminho até a morte-sem-medo, de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo..."

domingo, janeiro 09, 2011

Pensando calmamente esse parágrafo ali em cima.
"... a incompreensão de mim mesma em certos momentos brancos" .
Essa incompreensão em mim é cada vez maior. Ou serão os momentos brancos?

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Comecei o ano cansada de ser vidraça. ¨... joga pedra na Geni, joga bosta na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir... Maldita Geni! ¨
E por mais que eu faça nunca é o suficiente.
Me deixei envolver de tal forma por esse ¨deixa que eu resolvo¨ que hoje em dia é assim: cada um cuida da sua vida e do seu bem estar, o abacaxi deixam que eu resolvo.
Pois cansei de ser vidraça.
Façam de conta que eu morri. Sim, morri. Porque quando eu realmente morrer os problemas vão continuar a ser resolvidos sem mim.
Pensando aqui... nos últimos 5 anos, difíceis em todos os sentidos, não houve uma única pessoa, dessas aí que só sabem esperar algo de mim, que tivesse sequer me perguntado se eu precisava de alguma coisa, material ou espiritual.
Então... Feliz 2011 pra mim.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Faz tempo…

Que não apareço!

Mudaram as estações, nada mudou…

Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre,
sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou.

É isso…

Vale o que fica.

E é gratificante ser ou antes poder absorver esse aprendizado.

Ser capaz de tornar-se mais intenso.

quinta-feira, abril 29, 2010

Hoje começou cedo. Nem uma gota d'água quente vinda do aquecedor.
Tento abrir o registro que fechei bonitinho ontem à noite. Nada. Emperrado.
O jeito é tomar banho de água fria, antes chamar o encanador.
Vamos embora com um bom Lorenzetti, daquele simplezinho mesmo que é provisorio.
Sem contar a água, fria mesmo, escorrendo pelas paredes e pingando pelos benditos registros de gaveta.
Coisas de casa. Casa velha.
E lá vou eu pro terceiro mês consecutivo de reforma.
Reforma demolição quase.
Depois chegou meu bonequinho neto. Coisa mais linda.
Minha filha me perguntou-divagou- outro dia. "Será que ele é lindo mesmo ou só nós que achamos isso??"
Não sei o que as outras pessoas acham ou vêem. Mas que ele é lindo é. Se não acham isso é porque não viram direito.
Foi embora há pouco e sem saber salvou meu dia. Iluminou.
Agora fui fechar o registro da tal água que pinga e pinga e insiste em continuar pingando pra não amanhecer amanhã com a casa inundada.
Lá, do outro lado do jardim parei e olhei.
Sempre faço isso.
Que casa linda! Vai ficar mais linda ainda quando eu acabar.
Mas.... será que é linda mesmo ou eu é que acho isso???
Não importa, né...

segunda-feira, abril 26, 2010

Recordar é viver...

No meio de tantos problemas - doença de pai, de mãe, reforma que não acaba só me acaba - minha auto defesa psiquica às vezes traz recordações que me dão o necessário tempo de ausencia de mim nesse caos.

E vem daí que não sei de onde ou por onde lembrei do primeiro carro que tive, aos 17 anos, há muito tempo...

Um Puma GT4R.

E me deu uma saudade imensa do carro e de tudo como era quando eu tinha o carro.

Da situação como um todo.

Saudade de mim.

Aprendi a dirigir nesse Puma, e depois de entender o básico, saía todas as tardes sozinha para realmente "fazer" por minha conta e risco. Eu e Evinha, uma poodle pretinha que a cada curva caía do banco e era jogada de um lado para o outro aterrorizada.

E aprendi muito bem e porque fui muito bem ensinada.

E nessa divagação ou nesse lapso de tempo saudável fui procurar na internet o meu carrinho.

Tínhamos dois deles - ou, meu marido tinha dois e me deu um.

Aliás, foi a primeira coisa que ele dividiu comigo na vida e daí pra frente dividiu tudo o que tinha ou viria a ter.



segunda-feira, novembro 03, 2008

Vivi muitos anos nesses últimos dois.

Especialmente neste corrente, quase acabado.

Cumpri metas, me desvencilhei de coisas que me ligavam a pessoas que não desejo façam parte da minha vida e ainda fazem mas cada vez menos.

Chorei e choro muitas vezes.

Me sinto abandonada, sozinha, com mais responsabilidades do que posso arcar, mal acostumada que estava em dividir tudo.

Minhas prioridades são outras.

Meus sonhos, a cada dia, se aproximam mais e mais do campo imaginário, utópico.

quarta-feira, março 12, 2008

Engraçado como uma simples atitude pode mudar tudo na vida da gente. Um sim ou um não.

Até a pequena indecisão entre o sim e o não, mesmo que no final a resposta tenha sido o sim.