Perto do Coração Selvagem

"Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a incompreensão de Mim mesma em certos momentos brancos, porque basta-me cumprir e então nada impedirá meu caminho até a morte-sem-medo, de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo..."

quinta-feira, abril 29, 2010

Hoje começou cedo. Nem uma gota d'água quente vinda do aquecedor.
Tento abrir o registro que fechei bonitinho ontem à noite. Nada. Emperrado.
O jeito é tomar banho de água fria, antes chamar o encanador.
Vamos embora com um bom Lorenzetti, daquele simplezinho mesmo que é provisorio.
Sem contar a água, fria mesmo, escorrendo pelas paredes e pingando pelos benditos registros de gaveta.
Coisas de casa. Casa velha.
E lá vou eu pro terceiro mês consecutivo de reforma.
Reforma demolição quase.
Depois chegou meu bonequinho neto. Coisa mais linda.
Minha filha me perguntou-divagou- outro dia. "Será que ele é lindo mesmo ou só nós que achamos isso??"
Não sei o que as outras pessoas acham ou vêem. Mas que ele é lindo é. Se não acham isso é porque não viram direito.
Foi embora há pouco e sem saber salvou meu dia. Iluminou.
Agora fui fechar o registro da tal água que pinga e pinga e insiste em continuar pingando pra não amanhecer amanhã com a casa inundada.
Lá, do outro lado do jardim parei e olhei.
Sempre faço isso.
Que casa linda! Vai ficar mais linda ainda quando eu acabar.
Mas.... será que é linda mesmo ou eu é que acho isso???
Não importa, né...

segunda-feira, abril 26, 2010

Recordar é viver...

No meio de tantos problemas - doença de pai, de mãe, reforma que não acaba só me acaba - minha auto defesa psiquica às vezes traz recordações que me dão o necessário tempo de ausencia de mim nesse caos.

E vem daí que não sei de onde ou por onde lembrei do primeiro carro que tive, aos 17 anos, há muito tempo...

Um Puma GT4R.

E me deu uma saudade imensa do carro e de tudo como era quando eu tinha o carro.

Da situação como um todo.

Saudade de mim.

Aprendi a dirigir nesse Puma, e depois de entender o básico, saía todas as tardes sozinha para realmente "fazer" por minha conta e risco. Eu e Evinha, uma poodle pretinha que a cada curva caía do banco e era jogada de um lado para o outro aterrorizada.

E aprendi muito bem e porque fui muito bem ensinada.

E nessa divagação ou nesse lapso de tempo saudável fui procurar na internet o meu carrinho.

Tínhamos dois deles - ou, meu marido tinha dois e me deu um.

Aliás, foi a primeira coisa que ele dividiu comigo na vida e daí pra frente dividiu tudo o que tinha ou viria a ter.